Ler ouvindo Vander Lee e Luciana Mello – ONDE DEUS POSSA ME OUVIR.

Acordei num mundo depreciativo. Um mundo onde as pessoas tem prazer em se juntarem à outras pra massacrarem outras mais “frágeis”.

Hoje, num grupo de Whatsaap, mulheres que juntas, cantavam uma música de cunho sexualizado, foram chamadas de puta por uma criança, numa montagem feita por um adulto…

No grupo eu sou o único gay. Entre a minoria das mulheres (que acabo me encaixando, por ser o único gay) somente eu falei.

Somente eu que expus que o vídeo era machista. Acabei citando posts anteriores do cara que publicou o vídeo no grupo. E, mais uma vez, homens héteros, cis, o defenderam. Veio até um estrangeiro que não fala direito a língua portuguesa, evitando inclusive áudios, me dar lição de moral, pq não viu “machismo” no vídeo. Questionado sobre, disse que fez uma faculdade e cursou língua portuguesa com maestria…

Então posso afirmar que conheço profundamente inglês, pois fiz faculdade de Letras: português /inglês…?

Resultado disso: o cara que publicou o vídeo machista estava dormindo (não adivinho) e, assim que viu que estava expondo o machismo dele, ele me ligou me esculachando. Me chamando de tudo quanto era nome (tal qual o menino do vídeo chamou as mulheres de puta). Não satisfeito, invadiu privadamente meu Whatsaap pra me ofender, não resolvendo no grupo, as questões levantadas.

Devidamente bloqueado, o dito cujo fora banido do grupo pelos adms. Que em nenhum momento enquanto ele presente no grupo, o “enquadraram” pela conduta machista e depreciativa das mulheres, eufemizada pela “piada”.

Não satisfeito, fora pra outro grupo onde estávamos, expor e continuar as agressões iniciadas, deixando nesse último, todxs perplexos sem entender o que se passava. Não levei adiante a conversa no outro grupo, pra que não fosse banido. Mas passei como “covarde”, eu que expus o machismo.

O machismo que não aceita ser profanado. Que não aceita ser contrariado. Que não aceita ser exposto.

O machismo que fora defendido por umas integrantes dos grupos, com desejo sexual naquele tipo de corpo masculino machista.

O machismo corroborado pela defesa dos outros homens. Ratificado. Aceito. Quase que homologado e sancionado.

Eu, que acordei feliz pq ontem participei de um ritual sagrado e colorido.

Ataquei o machismo. Ataquei e contrapus solitário. Sem eco.

Até que ponto então, deixamos se perpetuar e não atacamos esse machismo por covardia? Por corporativismo? Por concordar com violências e suas mais diversas formas?

Nos indignamos com a história da advogada jogada do 4 andar, tão veiculada na mídia nos últimos dias… Os vídeos chocam… Mas tudo aquilo pode ter começado com um xingamento: puta; vadia; vaca, piranha…

Até que ponto, de maneira subliminar, estamos naturalizando esses xingamentos para mulheres livres e empoderadas de sua sexualidade , e alimentamos o monstro do machismo?

Hoje, fui eu menosprezado e solitário numa luta que deveria ser efetiva e real de todxs.

Mas não é assim…

E até quando? Até quando não iremos enxergar as entrelinhas? Até quando naturalizaremos o machismo que acaba em morte?

Até quando seremos vítimas de algozes dessa cultura? Tanto xs que sofrem pelo machismo quanto quem o ataca, expõe ou vilipendia?

Fui chamado de “primário” pelo machista do post. O que mostra que ele é da área de segurança pública. Talvez milico.

Daí penso: se ele, num grupo de Whatsaap pratica machismo; se ele ataca com palavras de baixo calão e insanamente expõe em espaços não delimitados na discussão inicial, causando desconforto dos demais membros do segundo grupo exposto…

Como seria feita a abordagem profissional desse homem hetero cis, caso uma das garotas do vídeo fosse estuprada? Como seria a tratativa? Como seria caso eu fosse morto por defender ou atacar esse machismo? Como seria se tudo isso fosse judicialmente exposto?

É nessas horas que dá um profundo desgosto pela vida, pela humanidade. É nessas horas que dá desânimo de lutar por um mundo mais respeitoso para as mulheres, gays.

É nessas horas que você pára pra pensar o quanto temos pessoas violentandoras dentro dos espaços públicos de atendimento.

Onde Deus poderá me ouvir? Se dizem que somos a imagem e semelhança dele, pq não podemos atacar esse tão imaculável machismo?

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Seguindo…

Publicado: 2 de agosto de 2018 em Poesias e sentimentos, Confissões

Ler ouvindo Luv your life -Silverchair

Sentei numa tarde chuvosa pra pensar o quanto tenho que, ainda, evoluir…

No meio desse caos social todo, segui pelo VLT carioca. O reflexo nos vidros frente a mim também revelavam as gotas de chuva, que transformam o dia ainda mais pra mim, em introspectivo. Amo isso.

A voz robótica da mulher que diz as estações, não era mais robótica que a voz da esperança que me diz que tudo vai dar certo.

Vou seguindo as estações… Olhando a paisagem…

Olhando todos que entram e saem…

No meio do meu desespero pessoal, tento imaginar as tragédias que cada um carregada em si, numa tentativa vã de me acalmar.

O telefone não toca. O e-mail não chega… Desde terça feira aguardo esse contato…

Mas nada consegue me acalmar. E ficar dentro de casa, podendo me lavar minimamente com a chuva, não seria uma boa escolha.

Sigo sem rumo, pelas ruas e estações do VLT Carioca, forçando o destino a seguir alguma rotina comum, como a de todas as pessoas que nele se locomovem, indo ou vindo do trabalho.

Minha mente segue a 220 volts… Não me dá uma trégua. Quantas noites de sono já perdi. Quanto sono interrompido pela fé e pela prece da madrugada. Peço tanto que até meus guias devem estar de saco cheio.

Peço para que eu possa colocar pra fora todas minhas aptidões. Peço pra que eu seja uma pessoa melhor… Peço pra que eu seja um facho de luz e esperança mínima em cada lugar que eu siga…

E as lágrimas caem como as gotas dessa chuva, encandeando os olhos, tal qual a imagem refletida dos faróis dos carros, nesse vídeo embaçado.

Ler ouvindo Wide Awake – Katy Perry : https://youtu.be/k0BWlvnBmIE

Passei um bom pedaço da tarde hoje vendo as sugestões que o Instagram me oferecia, com base na minha lista de contatos.

Me deparei com um monte de “crushs” que um dia sonhei em ser um grande amor… Vi muitos deles com fotos felizes com outros caras e declarações infindas de ambos os lados…

Me bateu um sentimento de inveja tão grande… Muitos deles eu transei, beijei, troquei nudes sem perceber nos primeiros contatos que eram casados…

Mas eu queria viver a imensidão falsa da monogamia sabe? Ter alguém que eu pudesse dedicar-me amorosa e sexualmente e a recíproca fosse verdadeira… Alguém que quisesse me colocar no colo e enfrentar o mundo por mim, pra estar ao meu lado e vice versa.

O amor nos dias de hoje é uma exposição exacerbada de selfies; de satisfação à sociedade. De falso moralismo e pudor. De mudança de status nas redes sociais pra afrontar passados. E, no meio disso tudo, vamos ficando vazios de nós, em busca de um alguém que nunca vai nos preencher porque estamos nos rasificando! Estamos secando nossos lares de possibilidades tendo que viver pra mostrar nosso amor/relação à sociedade.

Eu não acredito mais em monogamia e em fidelidade. Nos dias de aplicativos de “relações”, querer mesmo viver um amor é ter coragem. É não se deixar levar por fotos marketeiras de alguém que nem sabemos quem é na realidade fora das telas “felizes e inspiradoras” dos aplicativos de Pegação.

E a coisa vai secando, se rasificando ainda mais.

Quem se dispõe hoje em dia, a viver um amor bacana além dos “minutos de fama” das primeiras selfies e nudes?

Nunca minha mão foi tão parceira minha…

Anjo Suburbano.

O início do fim…

Publicado: 12 de janeiro de 2017 em Poesias e sentimentos, Confissões

Love Me Like You Do https://g.co/kgs/dNM9Ob

Depois de tantos anos e tentativas no Rio, chegou a hora de partir.

Parir de volta a Recife é doloroso tanto quanto um retrocesso. Voltar as amarras, as provincial idades dá minha terra natal, a violência nua e crua na sua cara..

Voltar a Recife significa que no Rio não consegui encontrar nada além de mim mesmo… Meu eu e meu eu mais escondido.

Fora um momento de descoberta e autodescoberta. Pude analisar as pessoas e como elas são perversas em diversos aspectos: perversas diante do que você é, diante de onde você mora, diante do que você pode trazer de benefícios pra elas, principalmente no campo das relações eros.. 

Aqui jaz um jovem que veio cheio de sonhos, cheio de amor pra dar é que fora esquartejado e desqualificado em suas mais diversas formas.

Sentirei saudades do tanto que sonhei, dos amores que me sonhei viver e que me coisifica, me trataram como nada, mentindo e me fazendo me sentir menos mdo que sou. Dos trabalhos que vesti a camisa e não me desenvolveram como eu esperava ou me prometeram.

Eu cresci através da dor. Da dor tenho me fortalecido e refletido sobre os passos que tenho que dar ao decorrer dos meses anos que seguem.

  Eu acho que nasci  pra ser incompreendido mesmo, no sentido mais literal da palavra. 

NINGUEM consegue me ler, nem entender minhas entrelinhas. Não porque não queira, mas porque sou uma edição rara e em braile de um ser humano ímpar.

Só eu me leio. Ninguém mais…

Roda viva…

Publicado: 30 de setembro de 2016 em Poesias e sentimentos, Confissões

Ler ouvindo Roda Viva – Chico Buarque


Chegamos a uma idade, depois de uma trajetória, onde sabemos é temos a plena ciência das nossas potencialidades e pontos que precisam ser melhorados.

Não é simples e fácil, não doloroso ver que você não foi escolhido, priorizado, que você foi inviabilizado, que os planos não incluíam você, que você somente deve seguir o fluxo, calado, sem muitos questionamentos. Você passa a vida buscando emancipação e galga patamares para ter voz ativa, ter parte nas decisões de uma coletividade, para ter eco na vida, um retorno. 

E é difícil ver você somente como uma peça qualquer desse jogo loco que é a vida, porque pessoas só olham seu lado espontâneo como algo “bonitinho”, e não imaginam que você tem planos, que quer e busca, como qualquer ser humano normal, evoluir em aspectos amplos nos diversos setores de sua vida: pessoal, profissional, emocional, financeiro etc.

É muito duro ser sempre o que recebe elogios, é convidado a fazer parte, sentar à mesa somente para observar. É duro ter que ser padrão, perfeito, produtivo, reciproco, super feliz e se fazer de cego quando a roda gira te esmagando ou diminuindo. É duro ter que ser sempre o que não pode questionar, opinar, alfinetar (por que não), a fim de provocar mudanças.

E dificil e solitário, muuito solitário não encontrar eco com o seu buraco emocional, causado pela louca percepção que tens diante dos olhos…

O ato de rebeldia contra essa corrente? É se fazer de tolo, é cair na produção, é ser mais amistoso e observador  que o comum, a fim de que a situação seja percebida como o real equívoco que é, é estender a mão ao que entra de gaiato no navio, é ser mais e mais visto, mas sem a pompa que realmente tens… Que o novo se sobressaia e você seja cúmplice desse processo. 

A melhor forma de você sacanear o sistema é sendo o cúmplice dele é ele achando que voce não percebe nada. E assim as rédeas estão sob a sua mão.

Ler ouvindo This is me, This is you -Marit Lorsen

Existem dias que eu sinto uma saudade, uma dor no peitr, mas referente a coisas que não vivi ou histórias que eu sei que existem em algum lugar que não vivi.

Me reporto a casas lindas, com janelas rústicas de madeira, com flores coloridas nos parapeitos. Imagino o eco num sorriso, do meu boy magia e de um filho que ainda não pude resgatar das entranhas do orfanato.

Meu peito e alma gritam por um eco, por um encaixe. A cada sol que irradia e ofusca minha visão: é com essa intensidade que sinto esse passado que não vivi e meu futuro… É algo pueril, romântico e eu, com 33 anos ainda sinto isso, essa pulsação… Difícil explicar… Só sei que é vivo e latente…

Ler ouvindo  acontecimentos.Marina Lima…

Oi gente, depois de muitos meses, retorno essas linhas… Sinto que preciso é devo escrever mais…

Quando chegamos a uma certa idade e fazemos a escolha de moraros sós, precisamos conviver com sentimentos profundos vindos de nós mesmos : egoísmo, solidão, carência, alívio por estar só etc.

Eu tenho picos de solidão que me deixam sem reação. E nao são palavras que mudam do dia dessa vibe.

Tenho uma sensação hoje de nostalgia de coisas que não vivi…

E a cultura do forte, o machismo social me impede de dizer q me sinto as vezes fragil, tenso, sozinho, que também quero colo… Em contrapartida fico vulnerável a cada sorriso, gesto de afeto ou carinho, como um cãozinho querendo atenção do dono. As pessoas querem profundeza… E um dia eu fui profundo. Hoje sou raso e sem curso definido… Queria sentir q sou barragem no meu coração… Sou sangria desatada, hemorragia emocional… Me sangro e me tornifico.mw Murilo pra não acreditar num mundo que se eu descrevesse aqui, me internariam por ser louco e insano… Meu erê é sonhador e prevalece na minha atuação e personagem de adulto…
 

AS COISAS CAMINHARAM…

Publicado: 8 de dezembro de 2015 em Poesias e sentimentos, Confissões

AlbumArt_{A201107B-2819-457B-BE73-3F2F260B6DC4}_LargeLer ouvindo: Encontro – Maria Gadu

 

Ainda estou em processo de crescimento, mas já me sinto mais “adaptado” ao Rio de Janeiro. Depois do Bar, trabalhei em um “call center” (minúsculo mesmo pelo que ele é em sua essência) e hoje trabalho em uma escola de grande porte atendendo alunos e professores.

Moro sozinho em um local funcional na zona norte e possuo fácil acesso ao metrô.

Sinto uma saudade imensa de Recife, ainda mais sabendo que minha mainha está lá, e se sente sozinha…

Sinto que expandi a tal ponto que Recife se tornou muito pequeno para mim.

Suas ruas, cores, cheiros me trazem inúmeras saudades e recordações, mas dentro de mim, voar, ir além é algo inexplicável, é algo latente.

Morar sozinho é um divisor de águas: ao mesmo tempo que me sinto só, tenho acolhido e dialogado com essa solidão  que me ensina tantas coisas. Ouvir o que ela diz é importante e tem sido muito esclarecedora.

Algumas vezes recebo visitas em casa, o que aplaca mais minha solitude e me traz sorrisos e histórias diferentes para poder pensar e repensar os projetos futuros.

Temporada das Flores

Publicado: 23 de abril de 2015 em Poesias e sentimentos, Confissões

Ler ouvindo: TEMPORADA DAS FLORES -LEONI

Faziam dois anos que não escrevia… Resolvi voltar.
Voltar pra mim mesmo, para meus devaneios.
Nesses dois anos mudei radicalmente: mudei de cidade, passei a morar só, revi meus processos e minhas dores.
Passei a identificar sinais antes não identificáveis. Me reconectei com meu lado espiritual, cresci… Tenho crescido…
Reconheço meus limites e meus pontos a serem melhorados.
Aprendi mais a dizer não, e a ser implacável, mas diplomático com quem me subestima.
Aprendi que apesar de tudo, tenho excelentes pessoas ao meu redor e que o Criador e as forças do bem que regem
e governam  Universo conspiram ao meu favor…
No meio de dores, saudades, lembranças, solidão, tristezas reconheci a importância de enxergar além do estado emocional depressivo ou down.
Aprendi que amigos de verdade sempre reaparecem e que nenhum atrito apaga um amor verdadeiro.
Estou de volta!

Ele não merece meu amor

Publicado: 15 de setembro de 2014 em Poesias e sentimentos, Confissões

Nunca menti
Quando chorei dizendo que te amava
O nosso amor foi uma grande trapaça
Dos nossos humanos corações

Brincaste com minha dor
E em outros corpos sorrias e beijavas
Enquanto em casa em lágrimas me debulhava
O samba tocando no radio da vizinha
Falava de dor de amor
Ele não merece meu amor
Tocacava o samba
E pelo whatsaap via ele online
Tendo a certeza que o convite nao era a mim

Ele não merece meu amor
Tocava o samba
E o meu amor foi se coisificando
Não tenha pena de si mesmo
Me falavam meus guias
Ate despacho,macumba eu fazia
Mas o peito masoquista insistia

Ele não merece seu amor
O samba e os guias insistiam
Na. Tentativa de tirar meu coração do mito de Perséfone

E por mais que tocasse o samba
Ou que os guias falassem
Somente tritesteza sentia
Sem força ou coragem prab seguir
Chorar me aliviava

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